Dinastia Qing
A dinastia Qing (manchu: gurun daicing; chinês: 清朝; pinyin: qīng cháo; Wade-Giles: ch'ing ch'ao; mongol: Манж Чин Улс), também conhecida como Império do Grande Qing ou Grande Qing, foi a última dinastia imperial da China, governando por 268 anos (de 1644 a 1912), com uma breve restauração abortiva em 1917. Foi precedida pela dinastia Ming e sucedida pela República da China. A dinastia foi fundada pelo clã Aisin Gioro.
A dinastia teve início quando os manchus invadiram o norte da China em 1644 e derrotaram a dinastia Ming. A partir dessa região, os manchus expandiram sua dinastia para a China propriamente dita e os territórios circundantes da Ásia Central, estabelecendo o Império do Grande Qing (em pinyin: Dà Qīng Dìguó).
A Qing foi a última dinastia imperial da China; seus imperadores ocuparam a capital entre 1644 e 1912, quando, no seguimento da Revolução Xinhai, uma república foi proclamada e o último imperador da China, Pǔyí Xiānsheng, abdicou.
Renda Per Capita
A renda per capita chinesa caiu implacavelmente durante a dinastia Qing. Em 1620, era aproximadamente a mesma de 980. Em 1840, havia caído quase um terço.
Formação do Estado Manchu
A dinastia Qing foi formada pela etnia manchu minoritária, um povo nômade originário da região leste da Ásia, que atualmente inclui o extremo nordeste da China, também chamada Manchúria Interior, e uma parte da Sibéria.
O fundador da dinastia foi Aisin Gioro, líder do clã manchu da região nordeste da China. Nurhachi, seu sucessor, que era originalmente um vassalo do imperador Ming, iniciou uma ação de unificação dos clãs da região, conseguindo seu intento no final do século XVI. A sua principal estratégia foi a criação do sistema de governo e distribuição de poder conhecido como "Oito Bandeiras", onde todos os manchus pertenciam a uma das "Oito Bandeiras", unindo o poder civil de uma região com unidades militares da mesma área. Por volta de 1635, Huang-Taiji, o filho e sucessor de Nurhachi, conseguiu expulsar o governo Ming de Liaoning, no sul da Manchúria.
A dinastia Ming, sustentada pela etnia Han, predominante na China, foi vencida ao longo de quase trinta anos de lutas. Em 26 de maio de 1644, a cidade de Pequim, após uma revolta camponesa, caiu diante do exército liderado pelo rebelde general Li Zicheng. Durante o tumulto, o Imperador Chongzhen, o último imperador Ming, enforcou-se em uma árvore no Parque Beihai, um jardim imperial situado a noroeste da Cidade Proibida.




